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No geral, gostei bastante de como apresentaram a história do Hitokiri, Battousai, Rurouni, Kenshin Himura

O filme une em um só os arcos do falso Battousai, do Jin-E e do Takeda Kanryu. O que se provou uma boa decisão, já que na obra original cada um deles serve para apresentar um lado distinto do universo (premissa, violência e nova era) e assim o filme ganha peso.

O enredo é bem amarrado no geral. O drama é suficientemente encorpado. Mas ambos ganhariam se o foco trabalhado fosse diferente, o que discuto mais abaixo.

Os personagens são carismáticos e tem histórias exploradas em diferentes níveis de qualidade (tendendo positivamente).



Alguns dos pontos fracos deste filme eu relevo na expectativa de prováveis sequências: Se o lado político-social da história fica em segundo plano neste filme, espero que ele seja um dos cernes dramáticos do filme com o Shishio. Se a história da cicatriz do Kenshin foi apresentada de relance – e estragaram o heroísmo do marido da Tomoe – espero que ela seja um dos cernes dramáticos do filme com o Enishi.

Por fim, se de um lado vejo pecados na direção dramática, o mesmo não acontece na direção de ação.

Nota: 8,5/10

A partir daqui exploro o filme em tópicos repletos de SPOILERS!!!!!!!!!!!

Caracterizações
    Ainda quero arranjar uma explicação do por que os japoneses conseguem ter tanto sucesso no que os americanos tem tanta dificuldade. O desafio de transpor para carne e osso os exageros do 2D foi superado com folga.

    (dango x bokutou)
    Takeru Sato conseguiu achar o ponto certo entre o Kenshin baka e o battousai, tornando os momentos de transição bastante orgânicos. O restante também faz um ótimo trabalho. Emi Takei, tornando a Kaoru mais simpática. Munetaka Aoki, fazendo o Sanosuke arruaceiro na medida certa para gostarmos dele. Taketo Tanaka, sendo uma versão mais infantil e por isso mais real do Yahiko. Yu Aoi (muito irreconhecível pra mim huah), entregando bem os momentos dramáticos da Megumi.



    Teruyuki Kagawa consegue transpor toda a loucura do Kanryu, sendo um dos personagens mais mangaísticos do longa, sem que isso seja um defeito. Já Koji Kikkawa (alá o pai do Eita “Sunanare” XD) faz um Jin-E bem distante da obra original, até porque sua constituição física é bem diferente, e acerta ao empregar um tom mais sombrio ao personagem.



    ****

    Gosto também da composição geral dos personagens, por mais que eles, em sua maioria, sejam pouco aprofundados. Não que isso seja muito um defeito agora, já que a história ainda está no arco introdutório.

    Mas olha só, a Kaoru e a Megumi são bem trabalhadas mesmo com o pouco tempo que têm. Até o Sanosuke, cujo passado foi ignorado, me pareceu anexado ao grupo de forma orgânica. Gosto de personagens presentes que são descobertos tardiamente.

    No entanto, há exceções que prejudicam a intensidade da história (e talvez aqui as críticas sejam à obra original, que ficam mais evidentes em um produto compacto / de releitura):

    1- Saitou é apresentado como um cara correto, mas a questão de seu orgulho suprimido a favor do país é pouco acentuada. Poderiam resolver isso ao darem ênfase na rivalidade com o Kenshin e a busca de um último duelo, mas transformaram esse ressentimento em apenas um julgamento moral sobre o não uso da espada para matar.

    2- Kanryu é pouco explorado como símbolo da ineficácia do novo sistema, mesmo após toda a luta que se travou para “melhorar o Japão”. Para mim, aquele diálogo com o Saitou sobre provas, mandatos e samurais famintos não foi o suficiente. Queria ver mais de seu lado manipulador sobre uma sociedade facilmente manipulável.

    3- Kenshin tem seu instinto sanguinário colocado em segundo plano, como se a decisão de matar ou não fosse sempre racional / moral. Gostaria que esse ponto fosse mais explorado aqui, já que considero esse um dos cernes da relação dele com a Kaoru.
Conflitos
    Li algumas pessoas acharem o Jin-E um tanto descolado da trama, sendo ele ou o Kanryu um excesso. Acredito que isso tem muito a ver com a estrutura em quatro atos comum no cinema japonês. Para quem não está acostumado com os dois clímaces, pode parecer gordura / enrolação.

    No entanto, essa luta me incomoda no momento da execução do Jin-E. A resolução do Kenshin em matá-lo surge como uma decisão lógica, justificável, devido às circunstâncias que o próprio vilão impôs.

    Ele não demonstra vestígios de um desejo por sangue. Ou um sentimento de derrota frente a um destino inescapável.

    Se fosse diferente, o pedido da Kaoru para ele não voltar a ser o Battousai seria mais dramático (até porque a questão do estilo Kamiya Kasshin, da espada que protege a vida, e o gosto do Kenshin pela filosofia foi bem montado). Mas aqui critico o mangá de novo.

    Outra pequena crítica vai para a cena da morte do Kiyosato, noivo da Tomoe.

    A ambientação de todo aquele flashback foi bela. E ele serviu para pontuar a dor que os assassinatos causam àqueles ao redor. Mas a montagem da cena da morte em si chega a ser irreverente e tira bastante da insinuação heroica do momento: a de que Kiyosato superou suas próprias forças para proteger sua felicidade junto à amada e assim conseguiu ser o único a marcar permanentemente o rosto do Battousai.

    E o contexto se perdeu (o noivo, incerto sobre o amor da reticente, mas apaixonada Tomoe, vai para Kyoto a fim de alcançar grandes feitos para impressioná-la).

    Talvez essa história devesse ficar para depois, deixando apenas a cena da mulher chorando sobre o corpo do noivo morto.

Lutas
    É incrível como bons coreógrafos estão se tornando peça comum em obras japonesas. Combinados com atores dedicados que dispensam dublês, o resultado são sequências de botar no chão vários filmes mais pomposos de Hollywood.

    Ponto também para a direção, que deixa à mostra os movimentos das espadas, permitindo que entendamos seu fluxo, chegando até a desacelerar cenas para que vejamos manobras mais complexas.

    Li pessoas criticando a luta com o assassino mascarado, por ser destoante do resto das batalhas. No entanto, acho que há muito mérito nela, justamente por contrapor o kenjutsu ao advento das armas de fogo, muito mais do que a metralhadora do Kanryu. Além disso, ele dá uma boa noção da maestria com que Kenshin domina o Hiten Mitsurigi Ryuu.

    E para ser clichê, elogio também a luta bem humorada entre Sanosuke e Banjin (detalhe que o ator que faz o último, Genki Sudou, é um budista ex-lutador de mma).

    (“Sou vegetariano. Coitadinho.”)

    Uma observação: Ainda quero ver os filmes quebrarem esse esquema de lutas paralelas, principais x principais, subs x subs, um cai o outro cai, um se levanta o outro também.

    Um medo infundado que passou: No momento em que Kenshin derrota Jin-E, fiquei com medo de que iriam banalizar o Amakakeru Ryuu no Hirameki. Mas pesquisei aqui e ele sempre usou a Souryuusen contra o Jin-E.

    Um desgosto: A técnica do Saitou virou um salto. Toda aquela explicação pseudotécnica dos estilos desapareceu. E o golpe acaba sendo o único mangaístico do longa (mesmo a técnica paralisante do Jin-E tem uma explicação surreal, mas lógica, para ela). Acho que esse é o ponto final para dizer que o personagem foi o pior adaptado.

    (Para o alto e avante)

    Um defeito especial: Dá pra ver várias vezes que a espada do Sanosuke é de espuma huah
Prólogo

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Título original: 救命病棟24時
Título em inglês: 24 Hour Emergency Ward
Gênero: Médico, drama humano
Emissora: Fuji TV
Data de estreia: 11 de agosto de 2009
Horário de transmissão: terças, às 21h
Página oficial: http://www.fujitv.co.jp/kyumei24/index.html
Música-tema: Sono Saki e (Dreams Come True feat. FUZZY CONTROL)
Elenco: Eguchi Yosuke, Matsushima Nanako, Kimura Tae
Página do d-addicts: http://wiki.d-addicts.com/Kyumei_Byoto_24_Ji#Season_4

Sinopse:

O popular dorama médico Kyumei Byoto 24 Ji chega a sua quarta temporada, com um histórico de audiências na média de 20%.

Yosuke Eguchi e Nanako Matsushima voltam nos papéis de médicos de pronto-socorrros, que precisam salvar vidas ao mesmo tempo em que precisam lidar com o drama humano que toma conta do hospital. Esta temporada traz novos problemas e novos personagens, como o ator Yusuke Santamaria interpretando um médico rival.

Comercial:



Sono saki e (Dreams Come True feat. FUZZY CONTROL):





Para assistir:
torrent em RAW: d-addicts
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O popular drama médico Kyumei Byoto 24 Ji, da Fuji TV, terá sua quarta temporada no verão japonês. Estrelado por Yosuke Eguchi e Nanako Matsushima, a série estreou em 1999 e teve duas continuações, em 2001 e 2005.

Eguchi e Matsushima voltarão a interpretar seus papéis de médicos de pronto-socorros. Vale lembrar que, apesar de ter sido a queridinha dos doramas na década de 90, Matsushima não faz nenhuma protagonista desde 2005 (apesar de ter feito participações especiais nas duas temporadas de Hana Yori Dango). Kyumei 4 também marca seu primeiro dorama após dar a luz sua segunda filha em novembro de 2007 (a terceira temporada ocorreu logo depois do nascimento de sua primeira filha, em 2004).

Yusuke Santamaria fará um médico rival nesta temporada. Tae Kimura voltará ao seu papel de enfermeira (que já havia feito na segunda temporada) e Kie Kitano será um enfermeira novata.

A Fuji TV está programando o dorama para às terças, no horário das 21h. A estreia está prevista para o dia 7 de julho.

Fonte: tokyograph/ foto: d-addicts
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ARQUIVO DE IMAGENS
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