Consertando SPEC ~Ten~


às 00:46

Este sou eu brincando de consertar obras alheias. Usando meu gosto como régua. Achando justo usar essas brechas que as obras de arte têm. Bom, vamos lá (COM SPOILERS):

O tema principal do filme é a dualidade pessoas comuns x pessoas com spec.

Se o spec é uma evolução da espécie ou apenas um detalhe genético. E se, assim como os humanos se deram o direito, os possuidores de spec podem moldar o mundo à sua maneira.

O primeiro problema é que esse dilema demora a se apresentar. Para ser mais específico, apenas na conversa que Touma, Sebumi e Nonomura têm no telhado do departamento de polícia, lá para o terceiro ato.

Pra isso ficar mais bem estruturado, faria algumas (várias) alterações...


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Não vou explicar o que é o AKB48 nem o caso. Acho que você já deve saber do rolo, nem que seja por cima.

Só vou deixar registrado aqui alguns pensamentos sobre o caso.


Da venda de sonhos

Acho válida a máxima defendida pelas agências. A literatura faz o mesmo. Animes, filmes, séries, doramas, músicas, documentários, reality shows, todos vendem versões de mundo. Recortes de realidade que satisfazem essa ou aquela vontade. Provocam sentimentos, como toda arte deve fazer.



Se as AKBs vendem milhões, quer dizer que elas inspiram milhões. Seja com verdades, seja com realidades distorcidas.

Seus números são inflados pelos fãs radicais? Há sim os casos extremos, mas até que ponto esses casos isolados influenciam na conta final? Estamos falando de milhões de unidades vendidas. Creio ser mais lógico acreditar que elas fazem sucesso.

Existe essa tendência de se generalizar um grupo, seja tomando o grosso como o todo, seja tornando um caso como símbolo desse todo.

E a mídia tem muito a ver com isso, dando destaque para casos isolados, ignorando o contexto, fornecendo bases incompletas para a especulação do público. Vende muito mais dar destaque a um único cara que comprou 5 mil singles para conseguir seu handshake ao invés dos outros 499 que tiveram sorte.

Mas não é só mídia e público que tendem a supervalorizar esses nichos.


Da relação fãs, idols e empresa

As agências preferem ser conservadoras e dar atenção à força desses pequenos grupos. Ainda mais em um país cuja cultura do "não incomodar" e do "cliente sempre tem razão" é predominante.

Mas isso não quer dizer que elas estejam satisfeitas com a situação. Cada graduação gera prejuízos, além de criar tensão entre suas funcionárias. Fora o risco de a atitude reverter em publicidade negativa.

Você nunca viu partir da agência a informação de que uma AKB tinha namorado e que ela seria punida por isso.

Por outro lado, é fato que as polêmicas e punições geram publicidade e fazem rodar os postos mais altos dentro de cada grupo, incentivando a competição e a dedicação de seus membros.

Em outras palavras, meu problema com a discussão toda é que as forças não são relativizadas.

A restrição aos relacionamentos não surgiu como um código moral acordado entre as meninas, nem tampouco como uma demanda clara dos fãs.

Essa regra se concretizou porque as empresas ficaram com medo do estrago que uma parcela descontente poderia fazer.

Para não perder mercado, eles blindaram seu produto – o tal sonho que os idols entregam – exigindo comportamentos pessoais que criam até polêmicas jurídicas.

Veja a atitude da agência do Alan Shirahama, que simplesmente disse deixar livre a vida pessoal de seus contratados.

E a discussão pela internet passa pelos wotas maníacos e pelas meninas que se sujeitam a essas regras quando entram no mundo idol, mas ignora a outra parcela responsável (se não a mais) por essa cultura.


Do jogo



Sinto uma tendência dos artistas japoneses não mentirem. Quando não querem falar, usam eufemismos ou se calam. Ou então admitem e pedem desculpas, ou mandam todos eufemisticamente se f...

Ao contrário daqui do Brasil, quando uma foto íntima cai na web e o photoshop vira o vilão.

No caso da Minegishi, ela poderia ter negado. As fotos deixam margem para dúvida. Não dá para reconhecê-la. Aquela máscara tapa tudo.

Ela também podia ficar quieta. Mas resolveu agir. Não só admitiu, como tomou uma atitude radical.

E aqui vão algumas coisas que cogito.

Ela raspou o cabelo não tanto para mostrar remorso, mas também para constranger os fãs.

Um toque do tipo: "olha o que vocês estão exigindo. Vocês não tem vergonha de submeter alguém a isso?". Tanto que no handshake feito dia 2 de fevereiro, logo após a publicação do vídeo, vários fãs pediram que o conteúdo fosse retirado do canal oficial do AKB48, alegando eu tinham entendido as desculpas da Mii-chan.

E com essa ação, ela conseguiu alcançar a mídia internacional e abrir discussão.

O assunto não é consenso, mas olhando a tradução randômica do 2ch aqui e os relatos sobre os depoimentos a favor da regra da Yuki Kashiwagi e contra da Minami Takahashi no documentário “DOCUMENTARY OF AKB48 NO FLOWER WITHOUT RAIN Shoujo tachi wa Namida no Ato ni Nani wo Miru?”, você vê como o assunto é complexo.

Agora, quando uma agência vai bater no peito e ter coragem de mudar essa cultura, ainda veremos.

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Este e outros casos de punições envolvendo AKBs por causa de relacionamentos.

Minami Minegishi (movida para Kenkyusei)
Yuka Masuda (graduação)
Rino Sashihara (movida para HKT48)
Natsumi Hirajima (graduação)
Rumi Yonezawa (graduação)
Mina Oba (suspensão já removida devido a fotos pré AKB)

Bonus: SKE48's manager vows to kill himself if he ever has relations with one of the girls

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Ok. Me apaixonei depois de Moteki.
Sabia que já tinha me encontrado com ela antes.
Uma lembrança boa. Estava aqui:



A história de um cara que vai numa festa, pizza e breja, encontra essa funky girl, dança, bêbado, insiste insiste e consegue passar a noite com ela.

A música foi lançada em 1994, parceria entre Ozawa Kenji e Scha dara parr. Dali até então, duzentas versões (que viraram singles ou não).

Hikaru Utada (alguém gravou escondido)
Arashi (uma versão do Sho Sakurai)
Hoff Dylan & Naoto Takenaka (esse cara zerou a vida)
Miliyah Kato & Shota Shimizu & Shun ( comédia)
Tokyo No.1 Soul Set & Halcali (parapara feelings)
Kreva (clipe parece bonito)
Chakkamans (versão bem humorada)
Dell Feat. Clock (só achei reprodução de vinil o.O)
The Hello Works (arranjo techno)
Anny's Ltd (não achei =/)

Obs.: Tomei algumas liberdades na tradução para manter a ordem das sentenças e os termos mais ou menos dentro do tempo da música. Já o inglês ficou aleatoriamente >.<

今夜はブギーバック / 小沢健二ft.スチャダラパー


    ~~~~~歌詞~~~~~

    ダンスフロアーに華やかな光
    Dance Floor ni hanayaka na hikari
    Na pista de dança, uma brilhante luz

    僕をそっと包むようなハーモニー
    Boku wo sotto tsutsumu you na harmony
    Que suave me envolve, essa harmonia

    ブギー・バック シェイク・イット・アップ
    Boogie Back shake it up
    Boogie Back shake it up

    神様がくれた
    Kami-sama ga kureta
    Foi o que deus me deu

    甘い甘いミルク&ハニー
    Amai amai milk and honey
    Doce, doce leite e mel

    ------

    クールな僕は まるでヤング・アメリカン
    Kuuru na boku wa maru de young american
    Aquele eu bacana, como um jovem americano

    そうさ今 君こそがオンリー・ワン
    Sousa ima kimi koso ga only one
    É isso aí, agora VOCÊ é a única

    ブギー・バック シェイク・イット・アップ
    Boogie back shake it up
    Boogie back shake it up

    夜のはじまりは
    Yoru no hajimari wa
    O começo da noite

    溶ろけるようなファンキー・ミュージック
    Torokeru you na funky music
    Que te derrete, essa funky music

    ------

    僕とベイビー・ブラザー
    Boku to baby brother
    Eu e meu irmão menor

    めかしこんで来たパーティ・タイム
    Mekashikonde kita party time
    Nos arrumamos e chegou a hora da festa

    すぐに目が合えば 君は最高のファンキー・ガール
    Sugu ni me ga aeba kimi wa saiko no funky girl
    Logo que nossos olhos se encontraram [eu sabia] você era a mais funky girl

    誰だってロケットがlockする 特別な唇
    Dare datte rocket ga lock suru tokubetsu na kuchibiru
    Qualquer um, como um foguete, travaria a mira nesses lábios especiais

    ほんのちょっと困ってるジューシー・フルーツ
    Hon no chotto komatteru juicy fruit
    A única coisa problemática era esse juicy fruit

    一言で言えばね
    Hitokoto de ieba ne
    Em poucas palavras, é o que sei dizer, né

    ------

    1 2 3 を待たずに
    Ichi ni san wo matazuni
    Sem esperar pelo “Um Dois Três”

    16小節の旅のはじまり
    Juu roku shousetsu no tabi no hajimari
    No compasso 16, o começo da viagem

    ブーツでドアをドカーッとけって
    Buutsu de doa wo “dokaa”to kette
    Botas na porta “dokaa”quando chutava

    "ルカーッ"と叫んでドカドカ行って
    “Look Out!” to sakende doka doka itte
    “Look Out!” a gente não parava de gritar

    テーブルのピザ プラスモーチキン
    Table no pizza plus more chicken
    Na mesa, uma pizza com frango extra

    ビールでいっきに流しこみ
    Beer de ikki ni nagashikomi
    Bebendo cerveja de um gole só

    ゲップでみんなにセイ ハロー
    Geppu de minna ni say hello
    “Gup” e todo mundo dizia “hello”

    ON AND ON TO DA BREAK DOWN
    ON AND ON TO DA BREAK DOWN
    E indo, indo, até o amanhecer

    てな具合に ええ行きたいっスね
    Te na guai ni ee ikitaiissu ne
    Desse jeito, “ee”quero continuar, né

    いっスねーっ イェーッ!! なんてねーっ
    Issu ne yeah !!! Nante nee
    É isso né, yeah!!! Desse jeito, né

    よくない コレ? コレ よくない?
    Yoku nai kore? Kore yokunai?
    Não bom, este aqui? Este aqui, não bom?

    よくなく なくなく なくなくない?
    Yoku naku naku naku naku naku nai
    Bom não não não não não não não

    その頃のぼくらと言ったら
    Sono goro no bokura to ittara
    Sobre a gente, é por aí, se disser alguma coisa

    いつもこんな調子だった
    Itsumo konna choushi datta
    Sempre era nesse ritmo

    心のベスト10 第一位は
    Kokoro no best 10 dai ichi wa
    Entre as 10+ do coração, a primeira

    こんな曲だった
    Konna kyoku datta
    Era essa música

    ------

    ダンスフロアーに華やかな光
    Dance Floor ni hanayaka na hikari
    Na pista de dança, uma brilhante luz

    僕をそっと包むようなハーモニー
    Boku wo sotto tsutsumu you na harmony
    Que suave me envolve, essa harmonia

    ブギー・バック シェイク・イット・アップ
    Boogie Back shake it up
    Boogie Back shake it up

    神様がくれた
    Kami-sama ga kureta
    Foi o que deus me deu

    甘い甘いミルク&ハニー
    Amai amai milk and honey
    Doce, doce leite e mel

    ------

    KNOCK KNOCK!! WHO IS IT?
    KNOCK KNOCK!! WHO IS IT?
    KNOCK KNOCK!! Quem é?

    オレスチャアニ in the place to be
    Ore succha ani in the place to be
    Eu, esse cara, no lugar que era pra estar

    なんて 具合に ウアーッ ウアーッ
    Nante guai ni waa waa
    Desse jeito, waa waa

    wait wait wait wait ガッデーム
    Wait wait wait wait goddamn
    Pera pera pera pera goddamn

    って俺って何にも言ってねーっ
    Tte ore tte nani mo itte nee
    Eu digo qualquer coisa né

    いや 泣けたっス "えーっ"マジ泣けたっス
    Iya naketassu “ee” maji naketassu
    Iya, quero chorar “ee?” sério, quero chorar

    フリースタイル具合にマジ泣けたっス
    Free style guai ni maji naketassu
    Com esse jeito free style, sério, quero chorar

    STOP CHECK IT OUT YO MAN
    STOP CHECK IT OUT YO MAN
    Para, vê isso aí cara

    キミこそスゲーぜ BOSE MY MAN
    Kimi koso sugeeze bose my man
    Você embebedou meu chapa pra valer

    コレ よくない? よくない コレ?
    Kore yokunai? Yokunai kore?
    Este aqui, não bom? Não bom, este aqui?

    よくなく なくなく なくセイ イェーッ
    Yoku naku naku naku naku say yeah
    Bom não não não não diz sim

    イェーッ AND YOU DON'T STOP
    Yeah AND YOU DON’T STOP
    “Sim” e você não para

    しみたーっ!! シビれた 泣けた ほれた
    Shimitaa!! Shibireta naketa horeta
    Machucou!! Ficou dormente. Chorei. Me apaixonei.

    これだーっ!! これだみんなメモれ
    Kore daa!! Kore da minna memore
    É isso!! É isso, todo mundo tome nota

    コピれーっ MAKE MONEY!!
    Kopiree Make Money!!
    Copie. Faça dinheiro

    その頃もぼくらを支えてたのは
    Sono goro mo bokura wo sasaeteta no wa
    É por aí também o que segurava a gente

    やはり この曲だった
    Yahari kono kyoku datta
    Com certeza, era essa música

    ------

    ダンスフロアーに華やかな光
    Dance Floor ni hanayaka na hikari
    Na pista de dança, uma brilhante luz

    僕をそっと包むようなハーモニー
    Boku wo sotto tsutsumu you na harmony
    Que suave me envolve, essa harmonia

    ブギー・バック シェイク・イット・アップ
    Boogie Back shake it up
    Boogie Back shake it up

    神様がくれた Kami-sama ga kureta
    Foi o que deus me deu


    甘い甘いミルク&ハニー
    Amai amai milk and honey
    Doce, doce leite e mel

    ------

    クールな僕は まるでヤング・アメリカン
    Kuuru na boku wa maru de young american
    Aquele eu bacana, como um jovem americano

    そうさ今 君こそがオンリー・ワン
    Sousa ima kimi koso ga only one
    É isso aí, agora VOCÊ é a única

    ブギー・バック シェイク・イット・アップ
    Boogie back shake it up
    Boogie back shake it up

    夜のはじまりは
    Yoru no hajimari wa
    O começo da noite

    溶ろけるようなファンキー・ミュージック
    Torokeru you na funky music
    Que te derrete, essa funky music

    ------

    心変わりの相手は僕に決めなよ
    Kokoro gawari no aite wa boku ni kimena yo
    O coração indeciso da parceira não me escolhe

    ロマンスのビッグ・ヒッター
    Romance no big hit
    Um grande hit do romance

    グレイト・シューター
    Great shoot
    Uma ótima jogada

    踊りつづけるなら
    Odori tsudsukeru nara
    Enquanto a gente continua a dançar

    ------

    最後にはきっと 僕こそがラブ・マシーン
    Saigo ni wa kitto boku koso ga love machine
    No fim, claro que eu sou uma love machine

    君にずっと捧げるよファンタジー
    Kimi ni zutto sasageru yo fantasy
    Pra você, sempre darei fantasia

    ブギー・バック シェイク・イット・アップ
    Boogie Back shake it up
    Boogie Back shake it up

    神様がくれた
    Kami-sama ga kureta
    Foi o que deus me deu

    甘い甘いミルク&ハニー
    Amai amai milk and honey
    Doce, doce leite e mel

    ------

    パーティ続き 燃え上がる2人
    Party tsudsuki moeagaru futari
    A festa continua, e nós dois pegamos fogo

    そうさベイビー 今宵のリアリティー
    Sousa baby koyoi no reality
    É isso aí baby, a realidade desta noite

    ブギー・バック シェイク・イット・アップ
    Boogie Back shake it up
    Boogie Back shake it up

    夜のなかばには
    Yoru no nakaba ni wa
    Ainda a noite está no meio

    神様にありがとう
    Kami-sama ni arigatou
    Deus, obrigado

    ------

    ワイルドな君 うるわしのプッシー・キャット
    Wild na kimi uruwashi no pussy cat
    Você selvagem, linda gatinha

    僕の手に噛みついてオール・ナイト・ロング
    Boku no te ni kamitsuite all night long
    Continua mordendo minha mão, por toda a noite

    ブギー・バック シェイク・イット・アップ
    Boogie Back shake it up
    Boogie Back shake it up

    夜の終わりには
    Yoru no owari ni wa
    É o fim da noite

    2人きりのワンダー・ランド
    Futari kiri no wonderland
    Só nós dois, nosso wonderland

    Tututu…
    Tututu…
    Tututu…


Bonus

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No geral, gostei bastante de como apresentaram a história do Hitokiri, Battousai, Rurouni, Kenshin Himura

O filme une em um só os arcos do falso Battousai, do Jin-E e do Takeda Kanryu. O que se provou uma boa decisão, já que na obra original cada um deles serve para apresentar um lado distinto do universo (premissa, violência e nova era) e assim o filme ganha peso.

O enredo é bem amarrado no geral. O drama é suficientemente encorpado. Mas ambos ganhariam se o foco trabalhado fosse diferente, o que discuto mais abaixo.

Os personagens são carismáticos e tem histórias exploradas em diferentes níveis de qualidade (tendendo positivamente).



Alguns dos pontos fracos deste filme eu relevo na expectativa de prováveis sequências: Se o lado político-social da história fica em segundo plano neste filme, espero que ele seja um dos cernes dramáticos do filme com o Shishio. Se a história da cicatriz do Kenshin foi apresentada de relance – e estragaram o heroísmo do marido da Tomoe – espero que ela seja um dos cernes dramáticos do filme com o Enishi.

Por fim, se de um lado vejo pecados na direção dramática, o mesmo não acontece na direção de ação.

Nota: 8,5/10

A partir daqui exploro o filme em tópicos repletos de SPOILERS!!!!!!!!!!!

Caracterizações
    Ainda quero arranjar uma explicação do por que os japoneses conseguem ter tanto sucesso no que os americanos tem tanta dificuldade. O desafio de transpor para carne e osso os exageros do 2D foi superado com folga.

    (dango x bokutou)
    Takeru Sato conseguiu achar o ponto certo entre o Kenshin baka e o battousai, tornando os momentos de transição bastante orgânicos. O restante também faz um ótimo trabalho. Emi Takei, tornando a Kaoru mais simpática. Munetaka Aoki, fazendo o Sanosuke arruaceiro na medida certa para gostarmos dele. Taketo Tanaka, sendo uma versão mais infantil e por isso mais real do Yahiko. Yu Aoi (muito irreconhecível pra mim huah), entregando bem os momentos dramáticos da Megumi.



    Teruyuki Kagawa consegue transpor toda a loucura do Kanryu, sendo um dos personagens mais mangaísticos do longa, sem que isso seja um defeito. Já Koji Kikkawa (alá o pai do Eita “Sunanare” XD) faz um Jin-E bem distante da obra original, até porque sua constituição física é bem diferente, e acerta ao empregar um tom mais sombrio ao personagem.



    ****

    Gosto também da composição geral dos personagens, por mais que eles, em sua maioria, sejam pouco aprofundados. Não que isso seja muito um defeito agora, já que a história ainda está no arco introdutório.

    Mas olha só, a Kaoru e a Megumi são bem trabalhadas mesmo com o pouco tempo que têm. Até o Sanosuke, cujo passado foi ignorado, me pareceu anexado ao grupo de forma orgânica. Gosto de personagens presentes que são descobertos tardiamente.

    No entanto, há exceções que prejudicam a intensidade da história (e talvez aqui as críticas sejam à obra original, que ficam mais evidentes em um produto compacto / de releitura):

    1- Saitou é apresentado como um cara correto, mas a questão de seu orgulho suprimido a favor do país é pouco acentuada. Poderiam resolver isso ao darem ênfase na rivalidade com o Kenshin e a busca de um último duelo, mas transformaram esse ressentimento em apenas um julgamento moral sobre o não uso da espada para matar.

    2- Kanryu é pouco explorado como símbolo da ineficácia do novo sistema, mesmo após toda a luta que se travou para “melhorar o Japão”. Para mim, aquele diálogo com o Saitou sobre provas, mandatos e samurais famintos não foi o suficiente. Queria ver mais de seu lado manipulador sobre uma sociedade facilmente manipulável.

    3- Kenshin tem seu instinto sanguinário colocado em segundo plano, como se a decisão de matar ou não fosse sempre racional / moral. Gostaria que esse ponto fosse mais explorado aqui, já que considero esse um dos cernes da relação dele com a Kaoru.
Conflitos
    Li algumas pessoas acharem o Jin-E um tanto descolado da trama, sendo ele ou o Kanryu um excesso. Acredito que isso tem muito a ver com a estrutura em quatro atos comum no cinema japonês. Para quem não está acostumado com os dois clímaces, pode parecer gordura / enrolação.

    No entanto, essa luta me incomoda no momento da execução do Jin-E. A resolução do Kenshin em matá-lo surge como uma decisão lógica, justificável, devido às circunstâncias que o próprio vilão impôs.

    Ele não demonstra vestígios de um desejo por sangue. Ou um sentimento de derrota frente a um destino inescapável.

    Se fosse diferente, o pedido da Kaoru para ele não voltar a ser o Battousai seria mais dramático (até porque a questão do estilo Kamiya Kasshin, da espada que protege a vida, e o gosto do Kenshin pela filosofia foi bem montado). Mas aqui critico o mangá de novo.

    Outra pequena crítica vai para a cena da morte do Kiyosato, noivo da Tomoe.

    A ambientação de todo aquele flashback foi bela. E ele serviu para pontuar a dor que os assassinatos causam àqueles ao redor. Mas a montagem da cena da morte em si chega a ser irreverente e tira bastante da insinuação heroica do momento: a de que Kiyosato superou suas próprias forças para proteger sua felicidade junto à amada e assim conseguiu ser o único a marcar permanentemente o rosto do Battousai.

    E o contexto se perdeu (o noivo, incerto sobre o amor da reticente, mas apaixonada Tomoe, vai para Kyoto a fim de alcançar grandes feitos para impressioná-la).

    Talvez essa história devesse ficar para depois, deixando apenas a cena da mulher chorando sobre o corpo do noivo morto.

Lutas
    É incrível como bons coreógrafos estão se tornando peça comum em obras japonesas. Combinados com atores dedicados que dispensam dublês, o resultado são sequências de botar no chão vários filmes mais pomposos de Hollywood.

    Ponto também para a direção, que deixa à mostra os movimentos das espadas, permitindo que entendamos seu fluxo, chegando até a desacelerar cenas para que vejamos manobras mais complexas.

    Li pessoas criticando a luta com o assassino mascarado, por ser destoante do resto das batalhas. No entanto, acho que há muito mérito nela, justamente por contrapor o kenjutsu ao advento das armas de fogo, muito mais do que a metralhadora do Kanryu. Além disso, ele dá uma boa noção da maestria com que Kenshin domina o Hiten Mitsurigi Ryuu.

    E para ser clichê, elogio também a luta bem humorada entre Sanosuke e Banjin (detalhe que o ator que faz o último, Genki Sudou, é um budista ex-lutador de mma).

    (“Sou vegetariano. Coitadinho.”)

    Uma observação: Ainda quero ver os filmes quebrarem esse esquema de lutas paralelas, principais x principais, subs x subs, um cai o outro cai, um se levanta o outro também.

    Um medo infundado que passou: No momento em que Kenshin derrota Jin-E, fiquei com medo de que iriam banalizar o Amakakeru Ryuu no Hirameki. Mas pesquisei aqui e ele sempre usou a Souryuusen contra o Jin-E.

    Um desgosto: A técnica do Saitou virou um salto. Toda aquela explicação pseudotécnica dos estilos desapareceu. E o golpe acaba sendo o único mangaístico do longa (mesmo a técnica paralisante do Jin-E tem uma explicação surreal, mas lógica, para ela). Acho que esse é o ponto final para dizer que o personagem foi o pior adaptado.

    (Para o alto e avante)

    Um defeito especial: Dá pra ver várias vezes que a espada do Sanosuke é de espuma huah
Prólogo

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(A cena mais simbólica do livro é apenas um relato no cinema)


A história real que inspira o filme é fantástica por si só: Imigrantes japoneses, privados de provas concretas, desacreditam na derrota japonesa que encerrou a Segunda Guerra Mundial e pegam em armas para combater, não os inimigos Aliados, mas os próprios conterrâneos que são considerados traidores por acreditarem na verdade.

E no livro de Fernando Moraes, a caça a esses “corações sujos” é ilustrada em episódios envolvendo katanas, harakiri, mantras budistas anunciando condenações e judocas espancando ruas inteiras.

O diretor Vicente Amorim, no entanto, escolhe uma abordagem mais subjetiva e foca a narrativa em um personagem (real em nome, fictício em essência???) apenas, o fotógrafo Takahashi.

Pacato, ele vive de sua profissão em uma São Paulo de interior, mas sem nunca se sentir em casa, mantendo em si o orgulho de sua pátria, como quando tira fotos de brasileiros com temas tropicais, mas quando fazendo questão de manter ao fundo o monte Fuji quando o cliente é japonês.

E seguimos sua jornada, de simples profissional, amigo da pequena xxx, para um assassino atormentado pelo conflito entre missão e consequências.

Uma escolha artística defensável. Mas há três pontos nela que questiono:


1- Somos privados de todo aquele cenário fantástico que sabíamos existir. E algo que poderia ser épico, tem um potencial desperdiçado e sabemos que não haverá oportunidade iminente de revisitarmos esse universo nesse emaranhado que é a produção cinematográfica nacional.

2- Os outros personagens propostos no filme, interessantes, também são pouco explorados dramaticamente.

3- O herói é posto como herói. Com direito a toda jornada até a redenção. Ele é o único simpático. Ele tem uma amiga criança. Ele é o único que sente culpa. Ele é manipulado por colegas insensíveis e superiores vilanescos com más intenções.


Sem compromisso com o factual ou com a complexidade, o diretor então se sente livre para narrar essa queda psicológica do protagonista (e, em parte, de sua esposa). Para isso, usa sequências subjetivas (Takahashi caminhando nos campos de algodão, sua esposa sendo corroída pela dor da culpa junto ao galinheiro) e planos belíssimos (os sete andando em direção à delegacia, o contador morto em um bolo de algodão com o sangue formando a bandeira japonesa). Mas, se por um lado as sequências são esteticamente admiráveis, por outro elas não funcionam como elementos narrativos que mostrem conteúdo para a trama. A mesma lógica vale para a trilha sonora, que pontua os momentos chave, mas não cria uma identidade.


Nota: 7/10


Um dos trailers


E o site, que tá bem bonito =)http://www.coracoessujos.com.br/
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