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Terceirizando.... la la la


às 02:25
Cof Cof... caraca... quanto pó por aqui. WAHHHHHHHH! Malditos corvos. Bom, tô passando só pra ver se não tem nenhum homeless dormindo aqui (o que não é problema) e deixando embalagens de oniguiri espalhadas pelo chão (o que é imperdoável, principalmente porque só aumenta a minha vontade de comer triângulos com atum e maionese dentro =P).

Então, como estão vocês?

É, eu sei, o ritmo de postagens anda bem... precário...

Então, como a gente tá sem produto em estoque, o negócio é pelo menos indicar onde tem =) Em outras palavras, vou compartilhar alguns blogs e canais de youtube sobre Japão que eu tenho visto e estão sendo meus únicos contatos japas ultimamente (E Unubore Deka! MEU, assistam e fiquem com o "Parararam, parararam, parararam pampam" na cabeça")

Vamos às dicas! (Isso funciona tão melhor ao vivo =D)




Esse é o Renato Siqueira, editor da Nintendo World, que fez alguns vídeos de quando foi ao Japão para cobrir a TGS, agora em setembro. No canal dele tem vários vídeos das várias viagens dele lá pro nihon, além de games, dublagens, o SANA - que é um evento de anime de Fortaleza - e...




O Aqui Pode é um canal que achei faz uns meses, feito por dois caras brasileiros que moram no Japão: hiro e Totoxinho (po, é o que diz a descrição! huah =P). Nem sempre o tema é Japão, mas a maioria dos vídeos são engraçados por causa do jeito deles falarem (mas tvz seja o meu senso de humor bizarro falando, num sei!). É um canal bom também pra quem gosta de ver coisas cotidianas de lá (será que só eu gosto de vídeos de combinis?).




E por último não é o canal da Mika Nakashima, mas sim o blog que teve as manhas de achar no youtube, com a ajuda de um leitor, um vídeo ativo de um clipe japa (!!!!).
O clipe é o Ichiban Kirei na Watashi wo, que faz parte da trilha do dorama Unubore Deka, no qual ela atua (\o/). Já o blog é o Meu Japão, escrito pela jornalista mineira Karina Almeida. Ela viveu lá no Japão uns bons anos e pelo que entendi voltou pro Brasil faz poucos meses. Mas vício que é vício não some =D

Bom, é isso pessoal. Fiquem com uma fotinho da Mika Nakashima de dona de casa no Unubore Deka:



Ps: Ahhhh... assistam Unubore Deka. Para mais infos, recomendo esse post aqui do pessoal do J-Station.


Fotos: 1 e 2 (sem nomes, pq não entendo sites japoneses =/)
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Retomando o post anterior, aproveito e posto algumas fotos da Kiddy Land, loja de brinquedos localizada em Harajuku, Tokyo. São seis andares que vendem tudo o que você possa imaginar e que seu dinheiro pode (ou não) comprar. As fotos foram tiradas entre 12/06 e 03/07.









Créditos: Moshi Moshi (se copiar daqui, por favor, deixe um comentário)
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Animeexpo: cadê isso no Brasil?


às 01:52


Está rolando nos states um dos maiores eventos de anime / mangá do mundo fora do Japão: o Animeexpo começou dia 1º de julho lá em Los Angeles e termina hoje, dia 4.

Eu nunca fui =/. Mas pelo que captei nos vídeos espalhados pelo Youtube, o Animeexpo pode ser descrito assim: Imaginem o AnimeFriends com tudo que ele tem sendo realizado em um espaço de eventos decente, como um Expo Center Norte ou o Centro de Exposições Imigrantes (SP). Façam ele ocorrer 24h por dia. Coloquem cosplayers com mais grana. Coloquem stands com MUITA coisa realmente bacana e bem produzida. Coloquem um concurso de idols. E pensem em apresentações de artistas top do jpop (ou nem tanto).

Só para você ter uma ideia, cliquem e olhem abaixo a lista de convidados japoneses (Os nomes em vermelho levam ou pra vídeo deles no evento, ou pra alguma info):

    Saki Aibu: Atriz. Ela já fez váários doramas. Water Boys (como Atsumi Hayakawa, que pretendia ser uma atleta de nado sincronizado e acaba ensinando o Shindo e a turma. Momento fanboy ON). Zettai Kareshi. Tenchijin. MR. BRAIN. Buzzer Beat.

    Masahiro Usui: Ator. Participa de Engine Sentai Go-onger.

    AKB48: O grupo que mais atende os sonhos dos otakus com nariz sangrando. No link, algumas delas tentando falar inglês com o público. E aqui elas sendo recepcionadas pelo público no carpete vermelho. O mais legal é que as pessoas conseguem reconhecer quase todas elas huah.

    BENI: OK. Talvez ela não seja tão top, mas ela é uma das cantoras em ascensão hoje em dia no Japão. A ligação que achei dela com o mundo anime / manga: Tema final de Eyeshield 21.

    SOPHIA: Banda de rock formada em 1994. Creio que sua ligação com os animes se dá por terem tocado o segundo encerramento de Kaleido Star.

    MELL: Cantora de vários temas de anime (Black Lagoon, Hayate the Combat Butler).

    May'n: Cantora. Ela ainda está batalhando para virar mainstream, por isso seu nick (May Nakabayashi / May'n.stream). Ela dubla as canções da personagem Sheryl Nome, de Macross Frontier.

    RSP: Banda japonesa de R&B e Hip Hop. Duas cantoras e quatro dançarinos. Eles também cantam um dos encerramentos de Bleach mais legais de todas, Kansha. Aqui um live delas.

    ***

    Manga / Anime producers:

    Rei Hiroe: autora, sendo seu trabalho mais recente o Black Lagoon (que é bem interessante).

    Toshihiro Kawamoto: Co-fundador do estúdio Bones, que já animou Cowboy Bebop: Knockin' on Heaven's Door, Wolf's Rain e tudo Fullmetal Alchemist.

    Shinichi Watanabe: diretor de animes como Lupin III: Da Capo of Love: Fujiko's Unlucky Days, Tenchi Muyo! GX e Excel Saga (no qual até aparece). Ele cantando seu tema aqui.

    Kenji Kamiyama: diretor de Blood: The Last Vampire e Ghost in the Shell, entre outros.

    Satoru Nakamura: diretor de animação, já participou de projetos como Monster e Pokemon.

    Tomohiko Ishii: assistente de produção dos longas O castelo Animado e A Viagem de Chihiro.

    ***

    Seiyuus:

    Yuu Asakawa (Jibaku-kun, Love Hina, Fate/Stay Night, Azumanga Daioh). Katsuyuki Konishi (Yakitate!! Japan, Bleach, One Piece). Megumi Nakajima (Ela é daquelas seiyuus com uma vasta carreira musical. Meu, visitem a página dela na wikipedia. Pelo nível de edição e conteúdo, ela deve ter muitos fãs ou uma agência bem dedicada. Fez dublagem, entre outros em Fairy Tail e Macross Frontier). Yui Horie (Idem. Participou de D.Gray-man, Love Hina entre dezenas de outros). Eri Kitamura (Last Exile, Blood+). Masakazu Morita (BECK, Bleach, Saint Seiya: Hades Chapter). Minami Kuribayashi (Ela canta Tsubasa wa Pleasure Line, o opening de Chrono Crusade. Preciso dizer mais nada né? Momento fanboy 2.)

    E provavelmente estou deixando algum escapar.

UPDATE: Review no Arama do painel da BENI (#Fail)

UPDATE2: É só falar mal que vc sempre quebra a cara! Huah. A Minami Kuribayashi vem pro Brasil!!!! . OK. Não é um AKB48. Mas ia ser legal ó! huah. Agora fiquei tentado de ir só pra ver Tsubasa wa Pleasure Line ao vivo. Só falta ser tipo o Koji Wada... Brave Heart baladinha não foi legal =/

Agora, assistam a alguns vídeos do evento:

http://www.youtube.com/watch?v=Mbzd4Y9g__w (bem editado e com legendas de local \o/) Dia 1
http://www.youtube.com/watch?v=AmhlQknGv90 (bem editado e com legendas de local \o/) Dia 2
http://www.youtube.com/watch?v=ZgzyvlLTMYE (com comentários)
http://www.youtube.com/watch?v=KFGcG2EW91c (com comentários)
http://www.youtube.com/watch?v=HLFq3iQ1dl0 (bem editado)
http://www.youtube.com/watch?v=NPxpiWESBSE (banda Makenai)
http://www.youtube.com/watch?v=hujav9Lsx7E (andada pelo pavilhão de exposição)
http://www.youtube.com/watch?v=5_tsinFj9iQ (ninja game, alguém me explica?)
http://www.youtube.com/watch?v=bVSIowKyynY (dança random)
http://www.youtube.com/watch?v=LtA7YkfoXN8 (manga, essa coisa do demo)
http://www.youtube.com/watch?v=6rWpiklKXV4 (PedoBear >.<)
http://www.youtube.com/watch?v=CyW8RbbkNAw ("Transformer")
http://www.youtube.com/watch?v=jBQC6DVORyY ("Sponsors AMV")
http://www.youtube.com/watch?v=UyoiaE4LMG0 (Balada Otaku)
http://www.youtube.com/watch?v=18g24Ae1iYk (Portal's "Still Alive" coral)


O Danny Choo, que também é convidado do evento, tirou umas ótimas fotos, como estas aqui embaixo. Meu, sempre visitem o site dele. Vale muito a pena. Vejam outras fotos aqui, aqui e aqui.




Se vocês quiserem ler alguns pensamentos sobre o porque de eventos desse naipe não acontecerem aqui no Brasil, cliquem aqui.

    Agora vem a questão: porque não conseguimos um evento desse porte aqui no Brasil? A discussão pode ser imensa, mas tudo esbarra num simples fator: grana.

    Primeiro. O ingresso para quatro dias do evento varia de 50 a 75 dólares, dependendo da época em que você compra. Não convertam a moeda. Pensem que assim como eles pagam, eles ganham em dólar. Fora esses 75, cada evento principal (concertos e concurso cosplay) custa de 15 a 20 dólares.

    Para quem vai um dia só a entrada fica entre 35 e 45 dólares e o ingresso para os eventos entre 30 e 35 dólares.

    O evento em si tem uma loja com roupas personalizadas. Fora os stands e patrocinadores.

    Em 2009, cerca de 44 mil pessoas passaram por lá. Façam os cálculos.

    Mas não sei o quanto disso entra lucro. Tudo bem, tem os custos do evento em si, organização, profissionais técnicos e tudo mais. Os staffs são voluntários, em sua maioria, assim como no Brasil.

    Mas acho que o que sai caro é mesmo o trabalho que é tirar esses artistas do Japão e fazê-los viajar até seu país. Porque não é só o artista. Tem toda a sua equipe técnica e quiçá dançarinos. Dar passagem, hospedagem e comida para toda essa gente sai muito caro. Tem o transporte do equipamento também. Além da contratação de técnicos competentes para dar suporte à equipe do artista.

    Um dia alguém me disse que entrou em contato com os produtores de uma banda de rock top japonesa. Eles disseram que até topavam vir para cá sem cobrar cachê, já que eles curtiam o país e tal e entendiam que aqui a grana é mais curta. Mas faziam questão de toda a equipe técnica e instrumentos virem junto. O custo total dessa jornada? Algo em torno de 300 mil reais.

    Agora, no Brasil os ingressos giram em torno de 15 a 60 reais. E eu não acredito nas estatísticas de que o evento reúne 120 mil pessoas. Se fossem vendidos 120 mil ingressos a 15 reais cada, a Yamato teria 1,8 milhão de renda bruta.

    Fora isso, tem a questão do interesse das gravadoras em enviar artistas para o Brasil. Ao contrário dos EUA, eles não enxergam aqui um mercado em potencial, financeiramente falando.

    Enfim. O texto ficou gigante. E as críticas já estão maiores do que a parte legal da notícia, que é o evento em si. Parece ser bem legal, as pessoas parecem se divertir, e muita coisa bizarra e fucking awesome acontece.

    Só fica aqui minha torcida para que os eventos aqui no Brasil deixem de ser apenas locais para se encontrar amigos que moram longe, e sim tornem-se atrativos por si só. Que façam os otakus das antigas voltarem. E que virem algo tão legal que eu possa falar para meus amigos que não gostam de anime/mangá: vamos lá?

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Japão, um país estranho


às 00:22
Apesar de um pouco longo, o vídeo abaixo exemplifica um tanto a minha opinião sobre o Japão atual (aliás, a opinião do Moshi Moshi). Criada pelo designer japonês Keinichi Tanaka para seu trabalho de conclusão de gradução, a obra tem como objetivo mostrar para os próprios japoneses como o arquipélago pode parecer estranho visto pelos olhos de um estrangeiro. São 11 minutos divididos em oito categorias: caráter, Tokyo, comida, tecnologia, água, sushi, amor e suicídio.


Em seu canal oficial no Vimeo, Tanaka pede para que as pessoas não o considerem racista, já que ele também é um "japonês baixinho de olhos pequenos". A versão em inglês é narrada por Emily Millar. A original, em japonês, está abaixo:


Aproveitando o tema, coloco também a tradução do artigo "Você sabe que está há muito tempo no Japão quando...", publicado pelo Japan Times, em janeiro deste ano.

1. Você vai assaltar uma loja de conveniência e grita "Mãos ao alto!", seguido de "Me passe todo salsão, cream cheese e manteiga de amendoim!". Depois que sua sacola está cheia, você faz a atendente prometer que terá mais alimentos estrangeiros, incluindo uma melhor seleção de queijos e alguns vinhos decentes. E, você implora, será que pode ter uma seção de ferramentas? Quando você sai da loja, os empregados dizem, em uníssono, "Arigato gozaimashita!".

2. Você não sabe quando foi a última vez que você queimou o céu da boca ao comer algo quente.

3. Você critica seu país natal dizendo: Como uma cultura tão avançada, que possui descargas há mais de 100 anos, não tem algo tão básico como um assento aquecido para o vaso sanitário? Você até já tomou um choque quando sentou em um assento não aquecido (ou um sem uma capa acolchoada). Você provavelmente desenvolveu a técnica de sentar na parte de trás da calça para não tocar o assento gelado com as suas coxas.

4. Você admite que seu japonês é horrível, mesmo quando é “melhor do que o de um japonês”.

5. Você está estirado sobre o tatami, incapaz de se mover. Você pega o celular, disca 1-1-9 e diz "Socorro! Estou tendo uma overdose de molho de gergelim para salada".

6. Você já desafiou todos os estereótipos: "Que os gaijin devem ir para casa", "que gaijin não fala japonês" e "que seus pais devem sentir sua falta (se bem que agora eles já devem estar mortos)"

7. Você já se rendeu ao lado rosa e brilhante da vida. Kawaii!

8. Você acorda no meio da noite gritando, "Mas eu não quero ser um poodle!" e você tem pesadelos com vendedoras tentando lhe empurrar a última moda, como botas furry de cano alto, leggings, shorts curtos e casacos que vão até a cintura.

9. Você se pergunta por que as pessoas sentem tanto prazer nas férias. Como se você tivesse tempo a perder!

10. Você acha extremamente interessante que, em inglês as galinhas fazem "cockadoodledoo" os cachorros, "bow-wow," e, caso você esteja se perguntando, os porcos dizem "oink-oink". Ha-ha-ha! Oh, você sabe o que os cavalos dizem? Oh... desculpe.

11. Você odeia o Natal.

12. Por anos você seguiu a regra das duas vassouras: uma para dentro e outra para fora de casa. Tomou todo o cuidado para não misturar a sujeira de fora com a sujeira de dentro. Mas, recentemente, você teve uma brilhante ideia: livrou-se da ineficiente vassoura de fora e começou a usar a vassoura de melhor qualidade de dentro para limpar ambos os espaços. Depois de tudo, você conquistou o direito de fazer suas próprias escolhas de vassoura. Você fez a troca, mas os vizinhos olham pasmos enquanto você varre o lado de fora com uma vassoura de dentro. Como se atreve! Realmente, agora... Como você pôde?!

13. Você começa com paranoia de que seus vizinhos estão percebendo que você está se divertindo muito na vida. Afinal, você não quer parecer disponível para participar da próxima faxina do bairro. Talvez você deva começar com alguns daqueles vidros foscos?

14. Você quer saber qual é o tipo sanguíneo do cachorro, antes de adotá-lo.

15. Finalmente você sabe que está há muito tempo no Japão quando morre. Até Deus sabe que você ficou por aqui por muito tempo.
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Hiroko Nakamura, do Hiroko Channel, visitando o Ginza Ice Bar. Detalhe para o tambor de gelo =). Recomento muito o canal dela =)
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Neve em Tokyo


às 00:20

Mesmo com sakuras já florescendo no sul do Japão, ainda é tempo de neve. Inclusive em Tokyo, como mostra essas 15 belas fotos do site Kirainet.















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Antes de tudo, queria deixar claro que esse post estava programado há uns dias. Se vocês forem no link do Arama, no pé da página, verão que o texto foi publicado no dia 1º de fevereiro. A vida é corrida e tal, então só consegui traduzir hoje. Não quero causar polêmica (apesar de saber que vai acabar causando. Ou não =P). A matéria é sobre como públicos de diferentes faixas etárias e gêneros estão sendo atraídos pelo Arashi, menos como artistas, mais como personalidades simpáticas. Gosto dessas matérias de cunho mais social. Merguhar as pessoas em uma sociedade bem diferente da nossa é meio que meu objetivo aqui nesse blog. E quis traduzir essa quando saiu porque prova que eu não tenho preconceitos com boy bands huah (apesar de preferir as meninas lindas, com caras meio inocente meio errada e... XD~~~).

Que bons garotos: o boom do Arashi como fenômeno social


    O popular grupo Arashi dominou as posições mais altas dos rankings de vendas da Oricon em 2009 e também participou pela primeira vez do Kouhaku Utagassen no fim do ano passado. Incluindo o último show da turnê que comemora os 10 anos de banda - realizado no dia 17 deste mês (janeiro)- eles atraíram um total de 760 mil pessoas. Algo que pode até ser chamado de "fenômeno social", esse é o boom do Arashi, com uma dinâmica que pode superar até a de seus senpais do SMAP.

    ▼ Proximidade entre os cinco

    É noite do dia 21 em uma casa de shows de Kabuki-cho, no distrito de Shibuya, Tokyo. Com "My Girl" - um dos hits do Arashi - tocando ao fundo, repousava um bolo decorado com o rosto de Sho Sakurai, que faria seu 28º aniversário no dia 25. A razão daquelas 60 ou mais pessoas - inclusive homens - estarem reunidas ali é a realização de uma série de palestras e conversas sobre Arashi.

    No palco estava Takeuchi Yoshizaku (54), um autor que se comoveu com as performances do Arashi quando assistiu a um show em DVD quatro anos atrás. Atraído também pelas pequenas demonstrações de proximidade entre eles em programas de variedades, acabou tornando-se fã sem nem perceber.

    "Sou um homem na casa dos 50, então sou excêntrico, mesmo na aparência. Tenho enfrentado muitas dificuldades".

    Ele também criou um blog no qual discute sobre Arashi abertamente com outros fãs. Ele chegou a receber cartas de mulheres mais velhas com coisas do tipo "Ah, então tudo bem eu gostar de Arashi também".

    Uma mulher de 50 anos de Kawagoe, província de Saitama, que foi ao evento com sua filha de 23 anos, disse rindo: "Gosto do quão próximos eles parecem quando juntos, como pessoas em em uma viagem de escola. O fato de que eles não se ignoram é fascinante". Uma desempregada de 61 anos de Osaka, que estava no evento, disse: "Os cinco são como uma família. ELes me fazem pensar 'que bons garotos'".

    "Eu costumava odiar Johnny's. Então percebi o quão bom o Arashi era e me tornei menos preconceituosa em relação a tudo", disse uma mulher de 53 anos de Nakano, em Tokyo.

    Palavras de Matsumoto-jun: "Para ser honesto, não há uma impressão entre nós de que somos um fenômeno social. Nos faz extremamente felizes só o fato de termos diferentes tipos de pessoas ouvindo nossa música e assistindo a nossos shows. O número de vezes em que pessoas me chamam enquanto ando na rua também cresceu. Ficamos animados ultimanente com grupos só de homens conversando sobre Arashi também. Fazemos o que fazemos porque queremos realizar shows onde as pessoas possam vir nos ver aproveitando genuinamente aquilo, então nos faz muito felizes o fato de termos pessoas assistindo independente de quantos anos tenham.

    ▼ Descontraído e agradável.

    Também tem havido um intenso aumento no número de pessoas que levam crianças aos shows. "É um alívio que os shows são divertidos e proveitosos, algo tipo a Disneylandia", diz uma dona de casa na casa dos 40 que mora em Ichikawa, província de Chiba. O grupo dela era composto de crianças da vizinhança, de quarta a oitava séries, totalizando seis pessoas. Eles tiveram sua primeira experiência em dezembro passado, com um show no Tokyo Dome. As crianças estavam extremamente excitadas, gritando "Kakkoii" e "Yabai".

    Por outro lado, os fãs de longa data parecem ter perdido o rumo. "Estou tão feliz de vê-los em tantos programas, e o Kouhaku foi indescritível também". Uma acupunturista, na casa dos 40, residente de Sunigami, Tokyo, demonstra estar feliz com suas atividades, mas reclama: "Fiquei triste que não pude conseguir ingressos para os shows. Talvez eles tenham se tornado muito populares, agora".

    Naito Mika-san, uma escritora que se autodenomia crítica de Ikemen, é fã dos Johnny's há um longo tempo. "Com o SMAP como exemplo, idols tendem a parecer kakoiis, mas quando o Arashi comete erros, eles riem de si mesmos, sem levar as coisas a sério. Seus fãs também se sentem confortáveis com o senso de 'estou bem do jeito que sou agora'", diz Mika.

    Mika está publicando um romance no Twitter - site social baseado na publicação de pequenos textos. "É uma era que permite que a mídia consiga prover seu próprio caminho, rica e lentamente. Apesar desse conforto ser irracional, é algo que encaixa com essa era, não é?". (Gomen né? Me perdi na tradução aqui).

    ▼ O Arashi é um grupo composto de jovens idols que pertence à agência Johnny & Associates. São cinco membros, incluindo Satoshi Ohno (29), Masaki Aiba (27), Sho Sakurai (28), Kazunari Ninomiya (26) e Jun Matsumoto (26). Seu primeiro CD foi lançado em 1999. Em 2009, eles ocuparam os primeiros lugares em três categorias dos rankings da Oricon - empresa que faz estatísticas de música: Singles, Albuns e DVDs de música. Brilharam no topo de vendas acumuladas também. No ano passado, fizeram shows por três dias consecutivos no Kokuritsu Kyogijo - a primeira vez que isso acontece na história. Incluindo as atividades solos, eles estão em 6 programas regulares por semana e 9 comerciais. Sua música mais recente foi escolhida como tema de um programa que exibirá as Olimpíadas de Vancouver, no qual Sakurai será um dos apresentadores.
Fonte: Arama, Say It Again, Sponichi / Fotos: Arama
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Que a Bossa Nova faz mais sucesso no Japão que no Brasil, muita gente já deve saber. O que eu não sabia era que tem japonês importando pagode também. E eles escrevem as próprias letras... em português!!


Eles são o grupo Y-no, formado em 2006 por "estudantes e funcionários de Yotsuya (Tokyo)", como eles gostam de frisar nas descrições espalhadas pela internet.

No começo faziam covers de grupos como "Fundo de Quintal", "Revelação" e "Art Popular". Depois passaram a compor suas próprias músicas. Em 2008, lançaram o primeiro single "Não tem a vontade de perder".

Desde então tem tocado em casas brasileiras no Japão, como a Espeto Brasil, em Otsuka (Tokyo). Parece que eles já até tocaram no Rio de Janeiro em setembro de 2008, com um mini live na loja Sonic Som, e em um concurso no restaurante "Rei do Bacalhau".

Um segundo single, chamado "Sorry", foi produzido ano passado e o vídeo que vocês vêem aqui em cima é de uma apresentação que ocorreu agora em janeiro em uma casa chamada "Crocodile", em Harajuku.

Eles erram bastante no português... chega a ser cômico XD. Mas é legal ver o interesse deles em uma cultura tão distante e a coragem para escrever em uma língua que eles não dominam. E é legal ver os japoneses se empolgando na platéia huahu \o/

Clique aqui para ver outras músicas deles =)








    Nesse eles misturam um jpop com pagode... achei interessante.
E clique aqui para ver mais =)







    Esse aqui ficou muuuuito comédia a letra huahua >.<


Fontes: Comunidade Bleach Project no Orkut, Y-No Official Website
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Por que o Japão é tão...


às 23:59

O Google vai dominar o mundo. E vai saber mais de você do que você mesmo. Por exemplo, quando você faz uma busca, ele tenta advinhar o que você está pensando antes mesmo que você termine de digitar.

As sugestões são um apanhado do que as pessoas ao redor do mundo mais buscam com aquelas palavras. Daí você percebe que muita gente quer descobrir porque o Japão é tão estranho! (\0/)


Em português os resultados são menos originais.


O triste é ver que porque junto pra pergunta tem mais sugestões que "por que" separado =/

Agora quando se procura por "japão" e "japonês", rola até hino brasileiro:



Fonte: Japan Probe
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Quem acompanha notícias sobre Japão já deve ter ouvido falar do ex-primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi. Ele ocupou o cargo de 2001 a 2006 e foi considerado um dos políticos mais populares da história do Japão. Contava com altas taxas de aprovação entre a população e conseguiu ficar mais de cinco anos no cargo (não vou me alongar explicando o sistema político japonês, mas isso significa que ele tinha grandes habilidades políticas ainda não alcançada por nenhum de seus quatro sucessores).

Ah, ele também é lembrado como o Richard Gere japonês =P.


Bom, esse simpático político da foto acima virou até protagonista de mangá. The Legend of Koizumi (Mudadzumo Naki Naikaku - Mudança sem reformas) é uma história satírica escrita por Hideki Oowada em que políticos do mundo resolvem suas disputas através de partidas de mahjong.

A história ganha uma versão animada com estreia prevista para o dia 26 de fevereiro de 2010. E, abaixo, vai um trecho (com legendas em inglês).


Fontes: Japan Probe, Wikipedia 1 e 2 / Fotos: PopMatters, Zone 7 Style, Site do Consulado Japonês em Nova York
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Sim, um post meio WTF. Gomen, neh! Hoje foi meio corrido, então um post rápido. Acima, Hiroko acordada às 5h da manhã por causa do lançamento de Final Fantasy XIII, que ela foi cobrir para o Akibatteru (programa sobre cultura geek japa produzida pelo IDG). Abaixo, ela mostrando um pouco da decoração de natal nas ruas de Tokyo. Ô, que país bonito, sô!

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Eu tenho uma opinião em relação aos downloads de material protegido por copyright: Se o material baixado é bom, as pessoas vão atrás da mídia física e vão pagar por ela.

Por exemplo, eu sou fã de Lost, baixo pela internet, mas quando sair o box com as seis temporadas cheias de extras, é lógico que eu vou comprar.

Mas aí entram várias questões. Por exemplo, o box brasileiro com certeza vai ser de pior qualidade e mais caro do que o dos Estados Unidos. Como ainda quero a mídia física vou acabar importando.

Sabe... eu compraria vários doramas japoneses se eles tivessem legenda pelo menos em inglês. Fora isso, essas obras são caras que só. Como o dinheiro é limitado, como saber com o que gastar? Baixando da net antes.

O problema do mercado é que eles contam um pouco com a ignorância do público. Espera-se que uma leva compre algo só pelo impulso, hype ou valor de marca. E essa é a lógica que os downloads ameaçam. A quantidade de consumo diminui, e a exigência de qualidade aumenta. Algumas empresas não sabem ainda como lidar com isso e correm para as leis, um porto mais fácil e seguro.


Enfim... toda essa dissertação para comentar a nova lei de direitos autorais japonesa, que entra em vigor em janeiro de 2010 e torna ilegal o download consciente de conteúdo protegido por direitos autorais sem consentimento. A antiga lei permitia o download desde que para fins pessoais, como ver em casa ou emprestar para os amigos, sem lucros.

O melhor jeito de explicar isso é traduzindo na íntegra uma matéria do Japan Times (que tem por hábito tirar as matérias do ar depois de um tempo ¬¬). Ah, o texto é loooongo. Mas interessante.


A morte (iminente) dos vendedores

    Após uma década lidando com downloads ilegais, indústria de música japonesa recorre às leis por socorro.

    Por Kazuaki Nagata
    Redator

    Amit começou a baixar música quando tinha 16 anos, na Índia.

    Em um lugar como o Japão, onde virtualmente todos tem acesso à internet, é fácil vender música pela rede”, diz Amit. “As pessoas não se imporatem: elas estão acostumadas a pagar por coisas. Eu não”.

    Durante a última década, Amit tem baixado centenas e milhares de arquivos contendo filmes, músicas ocidentais, jpop e músicas indianas. Todos estavam disponíveis a um clique de mouse via redes de compartilhamento peer-to-peer como o eDonkey, o LimeWire ou o BitTorrent.

    Agora com 26 anos, Amit, que pediu que usássemos um nome falso para evitar problemas no trabalho, vive no Japão e diz que ele não faz tantos downloads quanto antes porque não é necessário. Os filmes e músicas mais recentes estã rapidamente disponíveis em serviços de streaming online, então ele não precisa armazená-los em um HD.

    Sem ouvir previamente o conteúdo, diz Amit, ele não consegue decidir se ele gosta da música ou não. “Deve haver exposição. A música tem de ser exposta para o público”, diz ele, acrescentando que o hábito de fazer downloads o tornou fã de vários tipos de música que ele nunca teria se deparado.

    Amit é o tipo de fã que a indústria de música tem tido medo.

    “Não me sinto culpado por isso”, ele diz. “Depois de baixar, se eu realmente gosto do artista e sinto que tenho de pagar algo a ele ou ela, eu vou e compro os CDs”.

    A revolução digital da última década tem sido um pesadelo para as gravadoras pelo mundo, conforme seus produtos protegidos por direitos autorais tem sido distribuídos livremente para grandes audiências.

    Shawn Fanning viu com os próprios olhos a maldição da Recording Industry Association of America (RIAA) quando criou o serviço de compartilhamento Napster, em 1999. O Napster foi desativado por ordem judicial em 2001, mas usuários encontraram solução em serviços como o Audiogalaxy, Soulseek, Kazaa e mais recentemente o blog agregador de mp3s The Hype Machine.

    Após o Napster ter sido desativado (apesar de ter voltado recentemente como um serviço pago), a indústria continuou atacando fortemente. Nos Estados Unidos, Brianna LaHara, de 12 anos de idade, foi alvo de um processo movido pela RIAA em 2003. Após baixar mais de mil músicas no Kazaa, ela encarou a pena máxima de 150 mil dólares por canção. Mais tarde, em 2004, a RIAA viria a estipular um valor de 2 mil dólares – 2 por música – para o primeiro dos 261 processos que ela moveu.

    Enquanto isso no Japão, Isamu Kaneko, um ex-pesquisador da Universidade de Tokyo e desenvolvedor do serviço de compartilhamento Winny, foi citado em um processo que o acusava de auxiliar duas pessoas que foram presas em 2003 por disponibilizar produtos protegidos por direitos autorais através do serviço. A Corte do Distrito de Kyoto considerou-o culpado e condenou-o a pagar 1,5 milhão de ienes em 2006; mas a Corte Superior de Osaka absolveu-o em outubro último, definindo que não era possível provar que Kaneko criara o Winny para encorajar a infração de direitos autorais.

    Em 30 de novembro, o Departamento de Polícia Metropolitana de Tokyo, trabalhando com os seus correspondentes em outras 9 prefeituras, prenderam 11 pessoas ao redor do país por violação da atual lei de direitos autorais ao disponibilizar músicas e filmes por meio do serviço de compartilhamento Share. Entre os presos estavam pessoas que eram uploaders secundários, o que significa que eles não disponibilizaram o material original, mas sim que eles usavam o software para transmitir aquilo que eles haviam baixado.

    A partir de janeiro de 2010, os direitos autorais e os downloads no Japão entrarão em um novo estágio, porque a Lei de Direitos Autorais revisada entrará em vigor. A lei proíbe as pessoas de baixar conteúdos disponibilizados ilegalmente se eles souberem que tais arquivos são ilegais.

    Até 31 de dezembro, as pessoas têm permissão para baixar arquivos disponibilizados ilegalmente se o fizerem para uso privado. Por exemplo, você pode baixar música e transferir os dados para CD ou compartilhá-los com a família ou amigos.


    Os arquivos que serão proibidos para download são definidos como materiais “recorded”, que incluem arquivos de música e filmes que foram disponibilizados sem a permissão dos detentores dos direitos autorais.

    A revisão da Lei de Direitos Autorais não reforça nenhum punimento para os infratores, já que pode ser difícil para os novatos na web saberem se um arquivo que eles estão prestes a baixar é ou não legal.

    Os filmes também estão sendo favorecidos pela Record Industry Association of Japan (RIAJ) e as gravadoras japonesas, que alegam terem sido prejudicadas pela distribuição ilegal. Eles acreditam que a revisão permite enviar uma mensagem clara: baixar músicas ilegais é inaceitável. No dia 6 de dezembro, a RIAJ organizou um evento no distrito de Shinjuku (Tokyo) para promover a revisão da Lei de Direitos Autorais. Pesos pesados da música como hitomi, Hilcrhyme, Tiara e alguns dos membros do grupo pop campeão de vendas Exile apareceram. Entretanto, em um evento sobre o download ilegal, os artistas não mencionaram nada sobre o assunto e ao invés disso falaram sobre o que eles tem trabalhado ultimamente.

    A falta de uma lição de moral por parte dos artistas foi compensada pelo presidente da RIAJ Keiichi Ishizaka, que abriu o evento falando à multidão de 8 mil pessoas que os downloads ilegais estão prejudicando financeiramente os músicos e que é possível que eles não consigam mais continuar seu trabalho devido à falta de fontes de renda.

    “A distribuição ilegal se espalhou bem mais que o esperado”, disse Ishizaka. “Roubar não é bom, e você tem que pagar quando compra algo. A revisão do artigo 30 da Lei de Direitos Autorais é sobre perceber esse princípio básico”.

    Ishizaka foi acompanhado por John Kennedy, presidente da International Federation of the Phonographic Industry, baseada em Londres, que representa a indústria de música nacional. Ele disse que algumas pessoas podem pensar que compartilhar arquivos é um problema para grandes corporações, não para os músicos que trabalham duro.

    “A verdade é que as companhias de música são os maiores investidores das carreiras dos artistas”, disse Kennedy. “Você pode ser capaz de colocar sua música no MySpace, mas os fãs tem de saber sobre você antes deles procurarem por aí”.

    Kennedy frisou que o papel das companhias de música em financiar gravações, produzir clipes e fazer promoção é um investimento que as corporações fazem. Mas agora, “esse virtuoso ciclo de investimento está sob ameaça”.

    De acordo com um relatório do governo, o número de arquivos distribuídos ilegalmente via redes de compartilhamento peer-to-peer foi estimado em cerca de 503 milhões, enquanto a distribuição legal foi de 44 milhões em 2007.

    Outra maneira popular das pessoas conseguirem arquivos de música grátis, especialmente no Japão, é por meio dos celulares. A RIAJ disse que o número de arquivos distribuídos ilegalmente por serviços de internet para celular foi de 407 milhões em 2008 e que o total para dos downloads arquivos legais de música foi de 329 milhões.

    “Considerando os dados (de downloads ilegais), apesar dos direitos poderem ser aplicados originalmente sobre os uploaders conforme a lei, discutia-se que isso não era o suficiente”, diz Yuka Otomi, chefe de seção do departamento de Trabalhos Protegidos por Direitos Autorais da Agência de Assuntos Culturais.

    O mercado mundial de distribuição de música online é estimado em 600 bilhões de ienes, e o mercado japonês representa cerca de 20% dessa cifra , de acordo com Seed Planning Inc, um pesquisador de mercado com sede em Tokyo.

    O download legal de músicas para celulares tem sido um mercado em crescimento e um significante pedaço dos lucros das gravadoras. O mercado viu vendas de 90,5 bilhões de ienes em 2008.

    Entretanto, o crescimento do mercado tem sido devagar no último ano, e a RIAJ afirma que os downloads ilegais são o principal fator de contribuição.

    Pesquisa da RIAJ mostra que os jovens são mais propensos a baixar arquivos disponibilizados ilegalmente. Em um estudo recente, 63,6% dos usuários de celular com faixa etária de 12-15 anos disse que baixaram esse tipo de música em 2008.

    Apesar da indefinição de punição na Lei de Direitos Autorais revisada, a revisão ainda é vista como um progresso pelos detentores de direitos autorais no sentido de proteger seus trabalhos. O ato, entretanto, não é visto positivamente por muitos usuários de internet.

    Quando um subcomitê da Agência de Cultura discutiu a revisão para um relatório provisório de 2007, a agência solicitou a opinião do público. Receberam 7,5 mil comentários, um número extraordinariamente grande e a maioria era negativa.

    Quando a revisão passou na Dieta em junho passado, alguns usuários de Internet expuseram sua confusão no maior fórum de discussão online do Japão, o 2channel.

    “Eu realmente não tenho muito dinheiro, então isso vai ser problemático”, alguém escreveu.

    “Regular aqueles que disponibilizam arquivos e não pedem nada em troca viola suas boas intenções”, disse outro usuário. “A regulação deveria ser imposta apenas para aqueles que estão fazendo dinheiro através da distribuição ilegal”. Muitos usuários do 2channel planejam baixar o que quiserem até o fim do ano. Outros questionam o que eles poderão e não poderão baixar sob a nova lei – por exemplo, perguntam se será ilegal assistir a sites de streaming populares como o YouTube ou Nico Nico Doga. (A revisão não proíbe ver ou ouvir a conteúdo ilegalmente disponibilizado em sites de streaming de vídeo).

    Ainda alguns no 2channel permanecem confusos se podem ou não ser processados por baixarem arquivos ilegais.

    Daisuke Tsuda, um jornalista de mídia e representante do Movements for Internet Active Users (MIAU), uma organização com sede em Tokyo que esforça-se para criar um ambiente adequado para os usuários de Internet, contou ao Japan Times que é improvável que os detentores de direitos autorais possam processar fãs e ganhar, porque seria difícil provar se a pessoa tinha conhecimento de que os arquivos eram disponibilizados ilegalmente.

    MIAU apresentou sua opinião ao governo e criticou a revisão, afirnando que ela criaria muitos criminosos involuntários que cruzariam a linha legal inconscientemente.

    “Uma coisa é que baixar informação (grátis) é uma característica da Internet”, disse Tsuda. “Para alguns usuários, não é claro se a informação (que eles baixam) é legal ou ilegal).

    Perguntado se a revisão poderia cercear a distribuição, Tsuda disse que o número de arquivos de música disponibilizados ilegalmente para celulares provavelmente irá diminuir em um curto prazo, mas ele crê que irá crescer de novo eventualmente.

    Tsuda acrescenta que a indústria de música de filmes no Japão precisa fazer melhores esforços para criar serviços que possam atrair a atenção dos consumidores, como o serviço iTunes, da Apple. Ele afirma que as restrições somente vão distanciar mais ainda a indústria da música dos fãs. “A capacidade da pirataria deveria ser abordada de ambos os lados (criando-se tanto restrições quanto serviços melhores).


    Amit, o downloader, diz que ele não sabe sobre a revisão da Lei de Direitos Autorais e acredita que, uma vez os japoneses sendo cumpridores da lei, é possível que muitos deles possam parar de fazer downloads, especialmente se a revisão for amplamente propagandeada.

    Mas em um nível global, e para ele mesmo, diz, isso não mudará muita coisa.

    “É impossível parar a tecnologia”, diz Amit. “A tecnologia é de longe mais avançada, e você não pode impedir as pessoas de compartilharem música”.


Fontes: Japan Times, Arama / Foto: The Age
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Quando fiz o post sobre a embaixadora Kawaii, Misako Aoki, fiquei tentado a divagar sobre o que o termo kawaii significava, mas acabei desistindo porque é algo meio complicado demais para falar em poucas palavras, e o foco do post não era esse.

Isso porque kawaii não é simples meiguisse. É daquelas palavras que perdem um pouco do sentido na tradução e você não sabe explicar direito com outras palavras.

Coincidentemente, em minhas andanças pelo blog Japan Probe (muito bom, recomendo!), achei o Hiroko Channel, um canal do Youtube mantido pela Hiroko Nakamura. E justamente em seu último post, ela tenta explicar um pouco sobre o que significa o Kawaii. (vídeo em inglês =/)


Em resumo, ela explica que "kawaii" não é usado simplesmente para caracterizar algo "cute", meigo. A palavra é usada em todos, todos os lugares. Geralmente as garotas não se importarão se forem chamadas de kawaii XD. E quando alguém pergunta para os japoneses porque eles gostam de "kawaii", eles explicam que é porque isso significa grosseiramente "cura", mas não a cura física, mas a cura mental (o.O! Yeh.. I don't get it too! uhahu). Ela também diz que você pode se sair de várias situações sendo kawaii.

Bom... o vídeo é longo... então se você não quiser ver esse, veja este aqui debaixo, que mostra um templo no Japão cujo monge resolveu decorá-lo com temas de anime e mangá. O que acabou tornando o local bem popular.



Obs: Gente, gomen pela falta de informações neste post, bem como a não atualização do post da embaixadora kawaii com o profile dos visitantes. Tá meio corrido aqui. Mas no fim de semana devo dar uma ajeitada nesses posts (se eu não cumprir, podem me xingar nos coments).

Obs²: Visitem o canal dessa moça. É bom mesmo. Com o plus dela ser japonesa fluente em inglês. Para alguém como eu que curte cultura japa, canais como este, Tofugu, Danny Choo, são bem legais. Ah, a Hiroko tem um blog neste link.
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O Ministério das Relações Exteriores japonês leva a sério seu plano de promover o intercâmbio com outros países através da cultura pop japonesa.

Depois de ter nomeado Doraemon como o Embaixador Cultural do Anime e a Hello Kitty como embaixadora do Turismo, o ministério decidiu escolher três jovens de carne e osso para viajar o mundo e promover o Kawaii japonês.

Uma representa a moda de Harajuku (Yu Kimura). Outra representa as colegiais japonesas (Shizuka Fujioka). E a terceira representa o estilo Lolita (Misako Aoki).



E foi Misako-san (centro) quem desembarcou esta semana com a missão de incentivar a cultura pop japonesa em terras brasileiras. Em sua companhia veio também o produtor Takamasa Sakurai, membro da Comissão Intelectual das Relações Diplomáticas da Cultura Anime do Ministério das Relações Exteriores do Japão (ufa!).

Na coletiva de imprensa realizada pela Fundação Japão, ao qual o Moshi Moshi teve acesso, foi Sakurai quem mais falou.


Ele relatou seu espanto com a velocidade com a qual as barreiras culturais entre os países estão caindo (inclusive, disse ter ficado surpreso por sua intérprete também se vestir de Lolita).

E afirmou que boa parte da população japonesa não tem noção de como sua cultura pop é forte em outros países.

O produtor ainda divagou sobre o apelo que a moda japonesa exerce no exterior, e uma das possíveis causas seria o fato dela ter um ramo vivenciado exclusivamente por jovens, ao contrário do que ocorre em países como os da Europa, por exemplo.


Durante o encontro, Misako Aoki ainda cumprimentou a embaixadora da UNICEF no Brasil... a Mônica! =)

Elas trocaram cumprimentos em japonês ^_^


Quem quiser conferir as idéias da embaixadora kawaii e do produtor Takamasa Sakurai ainda pode conseguir. Eles fazem palestra em SP no dia 24 e visitam ainda Rio de Janeiro, Recife e Brasília.

Serviço

São Paulo
Data: 24 de novembro de 2009, das 14h às 20h
14h00 - palestra com produtor Takamasa Sakurai
16h00 - exibição do anime "Summer Wars"
19h30 - desfile de lolitas, kawaii e gothics com o grupo Harajuku Lovers
19h30 - (continuação) palestra com Takamasa Sakurai e Misako Aoki
Local: Espaço Cultural Fundação Japão em São Paulo
Av. Paulista, 37 - 1º andar - Bela Vista
Informações: (11) 3141-0110 / info@fjsp.org.br

Rio de Janeiro
Data: 28 de novembro de 2009
Informações: Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro (21) 3461-9595

Recife
Data: 29 de novembro de 2009
Informações: Consulado Geral do Japão em Recife (81) 2121-2626

Brasília
Data: 2 de dezembro de 2009
Informações: Embaixada do Japão (61) 3442-4200


Ps: Amanhã coloco mais informações e relatos adicionais.

Fotos: Moshi Moshi; Assessoria de Imprensa Fundação Japão
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Com um pouco de atraso, trago um punhado de fotos e fatos sobre o 31 de outubro dos japoneses. Tem de tudo. De passeata a protestos. De zumbi a EVA 01. Como estou apanhando um pouco do layout e não dá para colocar tudo aqui, sugiro, fortemente, que você vá até o pé do post e visite todos os sites fontes. Tem muita coisa interessante e váááárias imagens legais (principalmente os três últimos links).

Parece que a data ganhou popularidade nos últimos anos por causa da lógica tostines: quanto mais gente comemorando, mais produtos temáticos, e quanto mais produtos temáticos, mais gente comemorando.


Mas diferente do "gostosuras ou travessuras" americano, o que pega no Japão são as paradas, com centenas de fantasiados desfilando.




Parece que uma das fantasias mais populares, assim como em outros lugares do mundo, foi a de Michael Jackson.


Outra diferença para o Halloween dos EUA é o ar mais kawaii das festasjaponesas, segundo essa reportagem aqui.


Eu tenho lá minhas dúvidas >.<



As casas noturnas também tiveram seu papel na popularização do Halloween. Foram elas a abrigar as primeiras festas e até hoje reúnem tanto estrangeiros quanto japoneses.


Festa e halloween andam juntos, mas essa combinação também tem seu lado negro.


Em anos anteriores, alguns trens da linha Yamanote, a principal dos arredores de Tokyo, foram invadidos por uma horda de estrangeiros fantasiados que combinaram de fazer uma festa por lá através da Internet. A idéia, a princípio, parecia bem legal. Quase um flashmob. Mas acabou que alguns mais exaltados resolveram usar a ocasião para exteriorizar sua raiva dos japoneses, e começaram a mexer com passageiros que estavam nos vagões-festa por acaso. Essa atitude causou revolta demonstrada principalmente no maior fórum japonês, o 2chan (2 channel etc.). A raiva virou combustível para que ultranacionalistas conseguissem gente para realizar protestos contra... os estrangeiros em geral. Pois é. Tenso. Nas comemorações deste ano, em meio a toda essa polêmica, parece que havia mais manifestantes que festantes, e foram os que reclamavam quem mais causaram desordem nas estações de trem. Rolou até polícia para conter gente.

Por outro lado, em Fukui, festas em trens são até incentivadas por comunidades locais e pela empresa que administra os trens. Alguns carros foram reservados, DJs contratados e 200 pessoas puderam curtir um som sem atrasar o rigoroso cronograma de chegada e partida dos trens da região.


Por fim, um vídeo random, mas kawaii XD:



Fontes, Fotos e Vídeos: UOL; Japan Probe 1 e 2; Blog Noie; Asian Hotels; Travel Japan Blog 1, 2 e 3; Danny Choo; Shibuya 246;
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ARQUIVO DE IMAGENS
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